O Dia dos Pais deve movimentar R$ 84,6 milhões no Grande ABC em 2026, crescimento real de aproximadamente 3,5% em relação ao ano passado. A estimativa consta de pesquisa realizada pela Strong Business School em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Santo André (Acisa).
O preço médio por presente deve chegar a R$ 300. Segundo o estudo, descontada a inflação acumulada de 4,64% nos 12 meses encerrados em junho, o valor representa aumento real de aproximadamente 9,5%. Já o desembolso total previsto é de R$ 382, expansão real superior a 20% na comparação com 2025.
A disposição para ampliar o orçamento aparece em diferentes recortes da pesquisa. Entre os entrevistados, 40,6% disseram que gastarão mais neste ano, enquanto 43,5% pretendem manter aproximadamente o mesmo valor e 15,8% deverão reduzir as despesas. Mais de 35% estimam desembolsar acima de R$ 300 no conjunto das compras.
Para o coordenador da pesquisa, Sandro Maskio, professor de economia da Strong Business School, o avanço não pode ser explicado apenas pela variação dos preços. “A opção dos consumidores, de produtos de valor elevado, o crescimento da renda real e a valorização da qualidade ajudam a explicar esse movimento. O consumidor continua atento ao preço, mas aceita gastar mais quando encontra um produto que corresponda ao desejo de quem será presenteado”, afirma.
Os pais concentram 62,7% das homenagens. Em seguida aparecem esposos, com 12,1%; sogros, com 8%; e avôs, com 7,8%. Vestuário e calçados lideram as intenções de compra, com 33,5%, seguidos por perfumes e cosméticos, com 24,2%. Ferramentas representam 7,7% das escolhas e cestas de café da manhã e doces, 4,7%.
Computadores e celulares foram citados por 2% dos consumidores cada. E livros será opção de presente de 3% dos entrevistados. Apesar da participação ainda pequena, os percentuais são mais que o dobro dos registrados nas edições anteriores e ajudam a explicar o avanço do tíquete médio.
O desejo de quem receberá o presente é o principal fator de decisão, apontado por 29,9% dos participantes. A qualidade do produto aparece logo depois, com 27,3%, e supera o preço, mencionado por 21,8%. Descontos e promoções influenciam 7,8% das escolhas.
Há ainda espaço para o comércio disputar o consumidor de última hora. Quase 10% dos entrevistados não haviam definido o que comprar e cerca de 60% disseram que deixarão a aquisição para a semana ou para o fim de semana da comemoração.
Para Evenson Robles Dotto, presidente da ACISA : “Esta pesquisa já se consolidou como um importante indicador para que os comerciantes planejem suas vendas e definam estratégias mais assertivas para a data. Além disso, a estimativa de injeção de R$ 84,6 milhões na economia do ABC demonstra a confiança dos consumidores, que seguem priorizando as compras na própria região”.
A internet será o principal canal de vendas, escolhida por 44,6% dos participantes. Os shoppings aparecem com 25,4%, seguidos pelo comércio de rua no centro das cidades, com 16,3%, e pelas lojas de bairro, com 13,7%.
Além de concentrar a maior parcela das intenções, o comércio eletrônico também reúne os maiores orçamentos: quem pretende comprar pela internet estima gastar R$ 442 no total. Nos shoppings, a previsão é de R$ 392; nas lojas de bairro, R$ 347; e no comércio central, R$ 246.
Entre os consumidores que farão compras presenciais, 49% devem permanecer no município onde moram. Para os que pretendem se deslocar, a busca por preços menores, melhor qualidade e maior variedade de lojas são os principais motivos.
PIX e cartão de crédito parcelado praticamente empatam entre as formas de pagamento preferidas, com 26,5% e 26,3%, respectivamente. O cartão de débito à vista aparece com 21,7% e o crédito à vista, com 15,5%. Embora ocupe a segunda posição, o parcelamento concentra o maior desembolso médio: R$ 525.
A comemoração também deve movimentar restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos ligados à refeição familiar. Para 54% dos entrevistados, o almoço será realizado na própria casa; 27% pretendem ir a restaurantes e 19%, à casa de parentes ou amigos. O gasto médio previsto é de R$ 405, e 18% planejam desembolsar mais de R$ 500.
O levantamento ouviu 494 consumidores das sete cidades da região . A pesquisa tem nível de confiança de 90% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Em meio a novos arranjos familiares é inegável a importância de um pai na construção de afetos e de boas memórias. E, embora esse vínculo não se meça pelo valor de um presente, os números mostram que filhos e familiares do Grande ABC estão dispostos a celebrar a data também com uma lembrança e com a oportunidade de construir boas memórias.
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5/08/2026







